Como Garantir Dieta Balanceada para Axolotes que Recusam Alimentos Vivos?
Ao longo dos meus mais de 15 anos dedicados ao fascinante mundo dos pets diferentes, e em particular, dos anfíbios aquáticos, eu testemunhei inúmeros cenários. Um dos mais desafiadores, e curiosamente comum, é o axolote que, por algum motivo, decide virar o nariz para o alimento vivo. Lembro-me claramente de um cliente desesperado, o Sr. Silva, que me procurou com seu axolote, 'Loki', visivelmente estressado e emagrecendo, apesar de todos os seus esforços para oferecer minhocas e tubifex.
Essa situação é um verdadeiro dilema para muitos tutores. A recusa alimentar em axolotes não é apenas um capricho; pode ser um sinal de estresse, doença ou, mais frequentemente, uma preferência desenvolvida que ameaça seriamente a saúde e a longevidade do seu amiguinho aquático. O medo de não conseguir nutrir adequadamente esses seres tão únicos é palpável, e a frustração de ver seu pet rejeitar o que é considerado 'natural' é desanimadora.
Minha experiência me ensinou que a chave não está em forçar o que eles rejeitam, mas em entender o porquê e adaptar-se com inteligência e conhecimento. Neste guia aprofundado, vou compartilhar com você não apenas fatos, mas um framework acionável, recheado de insights práticos e estudos de caso que desenvolvi ao longo dos anos. Você aprenderá como identificar as causas da recusa, estratégias para introduzir alternativas nutritivas e, finalmente, como garantir uma dieta balanceada que seu axolote aceitará de bom grado, promovendo uma vida plena e saudável.
Entendendo a Raiz do Problema: Por Que Axolotes Recusam Alimentos Vivos?
Antes de mergulharmos nas soluções, é crucial compreender os motivos por trás da recusa alimentar. Na minha prática, percebo que a maioria dos tutores assume que o axolote está 'doente' ou 'mimado', mas a realidade é mais complexa e multifacetada. Identificar a causa é o primeiro e mais importante passo para garantir dieta balanceada para axolotes que recusam alimentos vivos.
Fatores Ambientais e Estresse
Axolotes são criaturas sensíveis ao seu ambiente. Um aquário com parâmetros de água inadequados (amônia, nitrito, nitrato elevados), temperatura incorreta (idealmente entre 16-18°C) ou um fluxo de água excessivo pode causar estresse severo, levando à inapetência. Um estudo publicado no Journal of Experimental Biology destaca a correlação direta entre estresse ambiental e a redução do apetite em anfíbios.
"Um ambiente estressante é como tentar comer em meio a um terremoto – simplesmente não é propício. A primeira linha de defesa é sempre verificar o lar do seu axolote."
Eu sempre aconselho meus clientes a manterem um registro diário dos parâmetros da água. Pequenas flutuações podem passar despercebidas, mas são sentidas pelo seu axolote. Condições de iluminação inadequadas, como luzes muito fortes ou exposição constante à luz, também podem ser uma fonte de estresse.
Questões de Saúde e Parasitas
Embora menos comum, problemas de saúde internos, como infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias, podem suprimir o apetite. Sinais como letargia, brânquias recolhidas, manchas incomuns na pele, inchaço ou fezes anormais são indicadores de que algo mais sério pode estar acontecendo. Eu já vi casos onde uma infestação parasitária sutil foi a única causa da recusa persistente.
Nesses casos, a intervenção de um veterinário especializado em animais exóticos é indispensável. Não tente medicar seu axolote sem um diagnóstico profissional; muitos medicamentos comuns são tóxicos para anfíbios e podem piorar a situação.
Preferências Alimentares Desenvolvidas ou Tédio
Sim, axolotes podem ser 'exigentes'! Especialmente se foram alimentados com uma dieta monótona por muito tempo, ou se o alimento vivo não se move de forma 'interessante'. Eles são predadores de emboscada e o movimento é um grande gatilho para a alimentação. A falta de variedade pode levar ao tédio alimentar ou à aversão a certos itens.
- Monotonia: Oferecer sempre o mesmo tipo de minhoca pode fazer com que percam o interesse por estímulo ou sabor.
- Tamanho Inadequado: Alimentos muito grandes podem ser intimidadores, enquanto os muito pequenos podem não ser percebidos como uma refeição valiosa.
- Experiências Anteriores: Um alimento que causou desconforto (como uma picada de inseto ou uma digestão difícil) no passado pode ser evitado.

A Ciência da Nutrição do Axolote: O Que Eles Realmente Precisam?
Para combater a recusa alimentar, precisamos entender o perfil nutricional ideal para um axolote. Eles são carnívoros estritos e sua dieta deve ser rica em proteínas e gorduras, com um mínimo de carboidratos. Ignorar essa base é um erro que vejo com frequência, levando a problemas de crescimento e saúde a longo prazo.
Composição Nutricional Essencial
Um axolote saudável necessita de uma dieta que replique o que encontraria na natureza: invertebrados aquáticos e pequenos peixes. Isso se traduz em um alto teor de proteína (acima de 40%, idealmente 50-60%), gorduras moderadas (10-20%) e fibras mínimas. Vitaminas e minerais, como cálcio, fósforo e vitamina D3, também são cruciais para o desenvolvimento ósseo, a função imunológica e a saúde geral.
"Pensar na dieta do axolote é como montar um quebra-cabeça nutricional: cada peça é vital e a ausência de uma pode comprometer o todo."
A deficiência de cálcio, por exemplo, pode levar a problemas ósseos graves, como a doença óssea metabólica, enquanto a falta de vitamina A pode afetar a visão, a saúde da pele e a resistência a infecções. O equilíbrio de aminoácidos essenciais é igualmente importante para o desenvolvimento muscular e a reparação tecidual.
Alimentos Vivos Ideais (e Por Que São Rejeitados)
Tradicionalmente, minhocas (especialmente as californianas e as minhocas-vermelhas), tubifex, dáfnias, artêmias e larvas de mosquito são considerados alimentos vivos excelentes. Eles oferecem um perfil nutricional completo e o estímulo do movimento que desencadeia o instinto de caça do axolote.
- Minhocas: Ricas em proteínas, minerais e fáceis de digerir. São a base ideal para a dieta.
- Tubifex/Dáfnias: Ótimos para filhotes e como petisco, mas podem ser portadores de parasitas se não forem de boa procedência.
- Larvas de Mosquito (Bloodworms): Excelente fonte de proteína, mas difíceis de obter em quantidade e podem ser um pouco viciantes devido à sua palatabilidade.
A rejeição, como mencionei, pode vir de um ambiente estressante, doença ou simplesmente tédio. Não é que o alimento seja ruim; é a interação do axolote com ele que mudou, ou uma condição subjacente que o faz perder o interesse.
Estratégias para Introduzir Alternativas Nutritivas (Não Vivas)
Aqui é onde a criatividade e a paciência entram em jogo. Quando o alimento vivo não é uma opção, precisamos oferecer alternativas que sejam nutricionalmente equivalentes e, o mais importante, aceitáveis para o seu axolote. Este é o cerne de como garantir dieta balanceada para axolotes que recusam alimentos vivos, e é uma área onde a experimentação informada rende grandes resultados.
Rações Específicas para Axolotes e Pellets
Existem rações de alta qualidade formuladas especificamente para axolotes, muitas vezes na forma de pellets que afundam. Marcas renomadas investem em pesquisa para garantir o perfil nutricional correto, com alto teor proteico e balanço adequado de vitaminas e minerais. No entanto, nem todos os pellets são iguais; procure por aqueles com proteínas de alta digestibilidade e ingredientes naturais.
"A transição para pellets é um processo, não um evento. Paciência é sua maior aliada, e a persistência é a chave para o sucesso."
Passos Acionáveis para Introdução de Pellets:
- Comece Pequeno: Ofereça um ou dois pellets por vez, usando uma pinça longa para simular o movimento de uma minhoca. Não sobrecarregue o aquário com comida não consumida.
- Misture com Cheiro Conhecido: Se seu axolote ainda aceita algum alimento vivo (mesmo que com dificuldade), tente esmagar um pouco dele e misturar com o pellet para criar um cheiro familiar e atraente.
- Horários Consistentes: Alimente sempre no mesmo horário para criar uma rotina e condicionar o axolote a esperar a refeição.
- Paciência Extrema: Pode levar dias ou até semanas para o axolote aceitar. Não desanime; continue oferecendo por curtos períodos e não force.
- Remova o Não Consumido: Pellets não consumidos devem ser removidos rapidamente (em 5-10 minutos) para não poluir a água e evitar picos de amônia.
Alimentos Congelados e Liofilizados
Minhocas de sangue (bloodworms), artêmias, mysis e até mesmo minhocas liofilizadas podem ser excelentes alternativas. Eles mantêm grande parte do valor nutricional e eliminam o risco de parasitas associados a alguns alimentos vivos, se forem de boa procedência. Eu vejo muitos tutores tendo sucesso com esta transição.
- Bloodworms Congelados: Muito palatáveis para a maioria dos axolotes, mas não devem ser a única fonte de alimento devido ao menor valor nutricional em comparação com minhocas inteiras. Use como petisco ou para iniciar a transição.
- Artemia Congelada: Boa para filhotes e como suplemento, oferecendo proteínas e ácidos graxos essenciais.
- Minhocas Liofilizadas: Podem ser reidratadas em água do aquário antes de oferecer, o que as torna mais macias e atraentes.
Eu sempre recomendo comprar de fornecedores confiáveis para garantir a qualidade e evitar contaminações. Alimentos congelados devem ser descongelados em uma pequena quantidade de água do aquário antes de serem oferecidos, nunca diretamente do freezer.
| Tipo de Alimento | Proteína Mín. | Gordura Mín. | Frequência Sugerida |
|---|---|---|---|
| Pellets para Axolotes | 45% | 12% | 3-4x por semana |
| Minhocas Congeladas/Liofilizadas | 50% | 8% | 2-3x por semana |
| Bloodworms Congelados | 5-8% (peso úmido) | 1-2% (peso úmido) | 1-2x por semana (petisco) |
Técnicas de Alimentação para Estimular o Apetite
Às vezes, não é o que você oferece, mas como. A forma de apresentação pode fazer toda a diferença para um axolote que está relutante em comer. Minha experiência me mostra que a paciência e a persistência com as técnicas certas são cruciais para reativar o instinto predatório.
Alimentação com Pinças e Manuseio
Usar pinças de alimentação longas (de plástico ou aço inoxidável, sem pontas afiadas) é uma técnica que eu ensino a todos os meus clientes. Ela permite que você simule o movimento de uma presa, atraindo a atenção do axolote e permitindo um controle maior sobre a oferta do alimento.
Dicas para Alimentação com Pinças:
- Movimento Suave: Balance o alimento suavemente na frente do axolote, mas sem tocá-lo. O movimento deve ser lento, errático e atraente, imitando uma minhoca se contorcendo.
- Toque Leve: Se ele não reagir, tente tocar levemente os bigodes (ramificações das brânquias) ou o focinho com o alimento. Isso pode desencadear o reflexo de caça e a resposta de "sugada".
- Paciência: Mantenha o alimento parado por alguns segundos após o movimento. Axolotes podem levar um tempo para decidir atacar, eles não são caçadores rápidos.
- Remover o Excesso: Retire qualquer alimento não consumido após 5-10 minutos para manter a qualidade da água e evitar a proliferação de bactérias.
Alimentação Noturna e Ambiente Calmo
Axolotes são criaturas noturnas ou crepusculares. Em seu habitat natural, caçam principalmente ao anoitecer ou durante a madrugada, quando a luz é mais fraca e eles se sentem mais seguros. Tentar alimentá-los durante o dia, em um ambiente muito iluminado ou com muita atividade externa, pode inibi-los e aumentar o estresse.
Experimente desligar as luzes do aquário e do ambiente por cerca de 30 minutos antes de oferecer o alimento. Um ambiente mais escuro e tranquilo pode encorajá-los a comer. Eu já vi muitos axolotes que recusavam alimento durante o dia aceitarem prontamente à noite, mostrando a importância do seu ciclo natural.
Estudo de Caso: A Transformação de 'Nebula'
Lembro-me da 'Nebula', um axolote albino de uma cliente, a Sra. Pereira. Nebula estava há quase duas semanas sem aceitar minhocas, e a Sra. Pereira estava à beira do desespero. Após uma consulta, implementamos um plano rigoroso: primeiro, ajustamos a temperatura para 17°C e monitoramos os parâmetros da água que estavam um pouco altos, corrigindo-os. Em seguida, começamos a oferecer pellets de alta qualidade, mas com uma técnica específica. A Sra. Pereira usava uma pinça para simular o movimento de uma minhoca, e o fazia sempre à noite, com as luzes apagadas. Nos primeiros dias, Nebula ignorava. No quinto dia, ela deu um pequeno 'mordisco' e soltou. No oitavo, finalmente abocanhou e engoliu um pellet inteiro. Em um mês, Nebula estava comendo pellets e minhocas congeladas regularmente, ganhando peso e vitalidade. Isso demonstra que garantir dieta balanceada para axolotes que recusam alimentos vivos é um processo que exige dedicação e as estratégias corretas, e que a paciência é recompensada.
Suplementação e Enriquecimento Dietético
Mesmo com uma dieta variada, a suplementação pode ser necessária, especialmente se o axolote passou por um período de inapetência, ou se a dieta principal não é tão completa quanto gostaríamos. O enriquecimento ambiental também desempenha um papel crucial ao estimular o comportamento natural e, consequentemente, o apetite.
Vitaminas e Minerais Essenciais
Suplementos de cálcio e vitamina D3 são frequentemente recomendados, especialmente se o axolote não tem acesso à luz UVB (o que é comum, pois a luz UVB é geralmente evitada para axolotes devido à sua pele sensível). Existem suplementos líquidos que podem ser adicionados à água (com cautela) ou em pó, que podem ser 'polvilhados' sobre o alimento antes de oferecer. Procure por produtos específicos para anfíbios ou répteis.
"A suplementação deve ser um complemento, não um substituto para uma dieta base sólida. Pense nela como um 'seguro nutricional' para preencher lacunas."
Cuidado com a superdosagem. Sempre siga as instruções do fabricante e, se possível, consulte um veterinário. O excesso de certas vitaminas, como a vitamina A, pode ser tóxico e causar mais problemas do que soluções.
Enriquecimento Ambiental para Estimular a Caça
Um ambiente interessante estimula a atividade e pode, indiretamente, aumentar o apetite e reduzir o estresse. Esconder o alimento em diferentes partes do aquário (mas em locais acessíveis) ou usar plantas e tocas como obstáculos pode simular um ambiente de caça mais natural, incentivando o axolote a procurar por sua comida.
- Esconderijos: Ofereça tocas, tubos de PVC seguros ou cavernas onde o axolote possa se sentir seguro e de onde possa emboscar presas.
- Plantas Naturais: Plantas de baixa manutenção como Anubias, Musgo de Java ou Valisnérias oferecem um ambiente mais natural e seguro, e ajudam na filtragem biológica.
- Substrato Seguro: Use areia fina para aquários ou deixe o fundo nu para evitar a impactação intestinal, que pode ser fatal.
Lembre-se, o objetivo é criar um ambiente que seja estimulante, mas não estressante. A simplicidade e a segurança são muitas vezes a melhor abordagem para axolotes, que são animais relativamente calmos e preferem ambientes estáveis.
Monitoramento e Ajustes: A Chave para o Sucesso a Longo Prazo
A alimentação de um axolote, especialmente um que recusa alimentos vivos, não é um processo estático. Requer monitoramento constante e a disposição de fazer ajustes. Na minha carreira, aprendi que a observação atenta é a ferramenta mais poderosa do tutor, permitindo identificar problemas precocemente e adaptar as estratégias.
Registros de Alimentação e Comportamento
Eu encorajo todos os meus clientes a manterem um 'diário do axolote'. Anote o que foi oferecido, a quantidade, o que foi aceito e qualquer mudança no comportamento ou na aparência do seu axolote. Este registro se torna uma ferramenta valiosa para identificar padrões e tendências ao longo do tempo.
"O diário do axolote não é apenas um registro; é um mapa que revela padrões e ajuda a prever necessidades futuras e a documentar o progresso."
- Data e Hora: Para identificar padrões diários de apetite ou inapetência.
- Alimento Oferecido: Tipo e quantidade exata.
- Alimento Consumido: Estimativa da quantidade aceita.
- Observações: Comportamento antes, durante e depois da alimentação; mudanças na coloração, brânquias, fezes, ou qualquer sinal de estresse.
Sinais de um Axolote Saudável e Bem Alimentado
Um axolote bem nutrido terá brânquias grandes, emplumadas e de cor vibrante, um corpo robusto (nem magro, nem obeso, com a largura da cabeça e do corpo proporcional), pele lisa e livre de lesões, e um comportamento ativo e responsivo, embora calmo. A cor deve ser vibrante e os olhos claros.
Fezes regulares, firmes e bem formadas também são um bom indicador de um sistema digestivo saudável. Qualquer desvio desses padrões deve ser investigado, pois pode indicar um problema de saúde ou uma dieta inadequada. O peso corporal deve ser estável ou em crescimento, dependendo da idade.
Quando Procurar Ajuda Profissional
Se, apesar de todos os seus esforços e da aplicação das estratégias mencionadas, seu axolote continua recusando alimentos por mais de uma semana, está perdendo peso rapidamente, apresenta sinais de doença (inchaço persistente, manchas estranhas, letargia extrema, brânquias severamente recolhidas) ou se o ambiente do aquário está perfeito e ainda assim ele não come, é hora de procurar um veterinário especializado em animais exóticos. Não hesite; a intervenção precoce pode salvar a vida do seu axolote. Você pode encontrar mais informações sobre quando procurar um veterinário em associações de veterinários de animais exóticos.
Prevenindo a Recusa Alimentar no Futuro
A melhor estratégia é sempre a prevenção. Uma vez que você conseguiu garantir dieta balanceada para axolotes que recusam alimentos vivos e ele voltou a comer, o próximo passo é evitar que o problema retorne. Isso envolve uma abordagem proativa e consistente em relação à dieta e ao ambiente.
Dieta Variada Desde o Início
Desde que seu axolote seja filhote, tente oferecer uma variedade de alimentos. Isso o acostumará a diferentes texturas e sabores, tornando-o menos propenso a ser um 'comedouro exigente' no futuro. Alterne entre minhocas, bloodworms congelados, artêmias e pellets de alta qualidade. A introdução gradual de novos alimentos em pequenas quantidades é a chave para expandir seu paladar.
"A variedade é o tempero da vida, e para os axolotes, é a chave para uma dieta sustentável, interessante e completa nutricionalmente."
Manutenção Rigorosa do Aquário
A manutenção consistente da qualidade da água e do ambiente é fundamental. Testes regulares, trocas parciais de água e limpeza do substrato previnem problemas de saúde e estresse que são grandes gatilhos para a recusa alimentar. Conforme Aquarium Science aponta, a água limpa, fria e com parâmetros estáveis é o pilar da saúde do axolote.
- Testes Semanais: Amônia, nitrito, nitrato e pH são cruciais. Considere também testar a dureza da água.
- Trocas de Água: 20-30% semanalmente, dependendo da carga biológica e do tamanho do aquário.
- Sifonagem do Substrato: Remover restos de comida, detritos e fezes regularmente para evitar a acumulação de toxinas.
Observação Contínua
Continue observando seu axolote diariamente. Pequenas mudanças no comportamento ou apetite podem ser sinais precoces de que algo não está certo, permitindo que você intervenha antes que o problema se agrave. A conexão que você estabelece com seu pet através da observação é inestimável e constrói um vínculo de confiança e cuidado.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Meu axolote não come há dias, devo me preocupar imediatamente? Sim, a inapetência prolongada em axolotes é um sinal de alerta. Embora possam ficar alguns dias sem comer (especialmente adultos), se a recusa persistir por mais de 3-4 dias, e principalmente se houver outros sinais de estresse ou doença (brânquias recolhidas, letargia, manchas), é crucial investigar as causas ambientais e de saúde. Comece verificando os parâmetros da água e a temperatura. Se não houver melhora, procure um veterinário especializado em animais exóticos.
Axolotes podem comer carne de boi ou frango cru? Embora axolotes sejam carnívoros, carnes de mamíferos ou aves cruas não são ideais e devem ser evitadas. Elas são muito ricas em gordura, difíceis de digerir para eles e não fornecem o equilíbrio nutricional correto de cálcio e fósforo. Em casos de emergência e com extrema moderação, pequenos pedaços de coração de frango bem picado podem ser oferecidos ocasionalmente, mas nunca como base da dieta. Foco sempre em alimentos aquáticos ou rações formuladas especificamente.
Como sei se meu axolote está recebendo cálcio suficiente? Sinais de deficiência de cálcio podem incluir ossos fracos, dificuldade de movimento, natação descoordenada e, em casos graves, deformidades esqueléticas. A melhor forma de garantir cálcio é através de uma dieta variada com alimentos como minhocas (que são naturalmente ricas em cálcio) e, se necessário, suplementação específica para anfíbios. A dureza da água também desempenha um papel, mas o principal é a dieta.
É seguro usar alimentos vivos pegos na natureza? Categoricamente não. Alimentos vivos coletados na natureza (minhocas do jardim, insetos, pequenos peixes de rios, etc.) podem ser portadores de parasitas, bactérias, pesticidas ou outras toxinas que são extremamente prejudiciais, ou até fatais, para seu axolote. Sempre obtenha alimentos vivos (ou congelados/liofilizados) de fontes comerciais confiáveis que garantam a ausência de contaminantes e doenças. A saúde do seu pet não vale o risco.
Qual a frequência ideal de alimentação para um axolote adulto que aceita alternativas? Para axolotes adultos (com mais de um ano), alimentar 2 a 3 vezes por semana é geralmente suficiente. Filhotes e juvenis precisam de alimentação diária ou em dias alternados. A quantidade deve ser o que eles podem consumir em cerca de 5-10 minutos. É importante não superalimentar, pois isso pode levar à obesidade e problemas de saúde, além de poluir a água do aquário. Monitore o peso e a condição corporal do seu axolote para ajustar a frequência conforme necessário.
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Principais Pontos e Considerações Finais
Em suma, lidar com um axolote que recusa alimentos vivos pode ser um desafio, mas está longe de ser uma sentença de morte para seu pet. Com a abordagem correta, paciência e conhecimento aprofundado, você pode reverter essa situação e garantir que seu axolote prospere, vivendo uma vida longa e saudável.
- Investigue a Causa Raiz: Estresse ambiental, problemas de saúde ou tédio alimentar são os principais culpados. Comece sempre pela qualidade da água e temperatura, que são fundamentais.
- Conheça as Necessidades Nutricionais: Axolotes são carnívoros estritos; sua dieta deve ser rica em proteínas e gorduras, com um perfil de aminoácidos balanceado.
- Introduza Alternativas Gradualmente: Pellets de alta qualidade e alimentos congelados são excelentes substitutos, mas exigem paciência e técnicas de transição eficazes.
- Use Técnicas de Alimentação: Pinças para simular movimento e alimentação noturna podem estimular o apetite e o instinto de caça.
- Monitore e Ajuste: Mantenha um diário de alimentação e observe atentamente seu axolote para fazer ajustes conforme necessário, respondendo às suas necessidades individuais.
- Variedade e Prevenção: Ofereça uma dieta diversificada desde cedo e mantenha uma manutenção rigorosa do aquário para evitar problemas futuros e manter o ambiente ideal.
Lembre-se, cada axolote é um indivíduo com suas próprias peculiaridades. Sua dedicação e a aplicação dessas estratégias farão toda a diferença. Com a experiência que adquiri ao longo dos anos, posso afirmar que a resiliência desses anfíbios é notável, e com o cuidado certo, eles podem levar vidas longas e vibrantes. Continue aprendendo, continue observando e desfrute da companhia desses seres aquáticos incríveis. A jornada de garantir dieta balanceada para axolotes que recusam alimentos vivos é uma prova do seu amor e compromisso, e os resultados são imensamente gratificantes. Para aprofundar seu conhecimento sobre a biologia e longevidade desses animais fascinantes, recomendo explorar estudos da Nature Research ou outras publicações científicas renomadas.





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